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Finanças

Ibovespa reduz alta após passar de 123 mil pontos, mas fecha no azul

Mercado repercute divulgação do IPCA-15 e segue no aguardo do Fed; dólar sobe.

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O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (25), enquanto o dólar também subiu sobre o real, com o mercado repercutindo os dados da prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de julho, aguardando a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) nesta semana e mais balanços corporativos.

O Ibovespa subiu 0,55%, aos 122.008 pontos. Na máxima do dia, chegou aos 123.010 pontos, maior patamar desde agosto de 2021. O dólar avançou 0,35%, a R$ 4,7494.

IPCA-15

OIPCA-15 registrou deflação em julho pela primeira vez em dez meses diante do recuo nos preços da energia elétrica, com a inflação em 12 meses no menor nível em quase três anos e abaixo do centro da meta, em um resultado que deve dar uma direção mais clara ao Banco Central (BC) sobre o tamanho e velocidade do provável afrouxamento monetário (queda dos juros) a ser iniciado em agosto.

Linha de transmissão de energia 20/03/2023 REUTERS/Wolfgang Rattay

O IPCA-15 recuou 0,07% em julho, contra variação positiva de 0,04% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. O resultado do mês foi o mais baixo desde setembro de 2022 (-0,37%), e a queda foi mais intensa do que a expectativa em pesquisa da Reuters de uma variação negativa de 0,01%.

“O que a gente está vendo é uma inflação que vem fechando e abrindo espaço para alimentar a narrativa de que vamos ter um corte (de juros) mais substancial nas próximas reuniões, em especial em agosto”, disse Phil Soares, chefe de análise da Órama, que já tinha expectativa de redução dos juros em 0,5 ponto na reunião da semana que vem pelo BC.

“Estamos de olho na velocidade do corte da Selic. Isso deve ajudar a economia interna e melhorar todo fluxo de custo de capital para as empresas”, disse Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos. “Esse IPCA-15 ajuda a curva de juros a mostrar essa inclinação para um corte de 50 pontos-base”.

Juros futuros

As taxas dos contratos futuros de juros fecharam a terça-feira em queda no Brasil, na esteira da divulgação do IPCA-15, o que ampliou as chances precificadas na curva a termo de o Banco Central iniciar o novo ciclo de redução da Selic com corte de 0,5 ponto percentual na semana que vem.

Este foi o terceiro dia consecutivo de baixa nas taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs).

“Já se vê este movimento de queda das taxas faz um bom tempo. Com esta confirmação do IPCA-15 mais fraco, o mercado está basicamente dando sequência à tendência mais clara de queda dos juros, que começou em março”

Thiago Lourenço, operador de renda variável da Manchester Investimentos

Segundo Lourenço, apesar dos recuos recentes, os DIs mostram taxas elevadas até o contrato para janeiro de 2029, perto de 10,5%, o que sugere um “caminho até confortável para cair mais que isso”.

Neste cenário, a curva a termo passou a precificar chances maiores de que o BC corte a taxa básica Selic, hoje em 13,75% ao ano, em 0,50 ponto percentual na próxima semana.

No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2024 estava em 12,64%, ante 12,706% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 10,645%, ante 10,733% do ajuste anterior. Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2026 estava em 10,08%, ante 10,152% do ajuste anterior, e a taxa para janeiro de 2027 estava em 10,14%, ante 10,194%.

O recuo das taxas futuras no Brasil ocorreu a despeito de, no exterior, os rendimentos dos Treasuries sustentarem ganhos, com investidores à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira.

Às 16:36 (de Brasília), o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões de investimento – subia 4,30 pontos-base, a 3,9003%.

Destaques da B3

Mineradoras e siderúrgicas subiram em bloco, com perspectiva de estímulo econômico na China, grande consumidora de aço, enquanto ações de varejistas, construtoras e de outros setores ligados à economia doméstica avançaram com expectativa pela queda dos juros.

Vale

A ação da Vale (VALE3) teve novo dia de forte alta, chegando ganhando 3,09% e acumulando assim um avanço de mais de 6% desde o fechamento da última semana.

A ação ganhou força após o minério de ferro subir mais de 1% tanto na bolsa de Dalian quanto em Cingapura, diante de promessas de estímulo econômico pela China. Além disso, o Wall Street Journal disse que a empresa está perto de vender 10% de sua unidade de metais básicos por US$ 2,5 bilhões a uma joint venture entre o fundo soberano da Arábia Saudita e a mineradora estatal Ma’aden. A Vale divulga balanço na quinta-feira

Caminhão em mina de minério de ferro na Austrália

Bolsas mundiais

Wall Street

O índice de tecnologia Nasdaq subiu e liderou os ganhos em Wall Street em meio à empolgação dos investidores antes dos relatórios de balanços das empresas de tecnologia de megacapitalização Alphabet e Microsoft, que serão divulgados depois do fechamento.

Tanto a Microsoft quanto a Alphabet lançaram uma série de produtos relacionados à inteligência artificial desde que a OpenAI, apoiada pela Microsoft, lançou o ChatGPT em 2022. Investidores esperam que novos produtos ajudem os gigantes da tecnologia a compensar uma desaceleração nos negócios em nuvem.

Segundo dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,29%, para 4.568,32 pontos. O Nasdaq avançou 0,63%, para 14.146,82 pontos. O Dow Jones subiu 0,09%, para 35.442,25 pontos.

Europa

As ações europeias subiram nesta terça-feira, com as mineradoras registrando seu melhor dia em mais de oito meses, depois que a China prometeu mais apoio à economia e com o avanço da Unilever após resultado das vendas trimestrais.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,48%, a 467,92 pontos, marcando sua sexta sessão consecutiva no azul. As mineradoras saltaram 4,24% para liderar os ganhos na Europa.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,17%, a 7.691,80 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,13%, a 16.211,59 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,16%, a 7.415,45 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,20%, a 28.966,41 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,25%, a 9.519,20 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,09%, a 6.195,64 pontos.

Ásia e Oceania

As ações chinesas subiram acentuadamente e o iuan se firmou nesta terça-feira, depois que os líderes do país prometeram mais medidas para sustentar a recuperação econômica pós-covid.

Pequim intensificará o apoio econômico para se concentrar na expansão da demanda doméstica, aumentando a confiança e prevenindo riscos, disse a agência de notícias estatal Xinhua, citando o Politburo, órgão decisório do Partido Comunista. Embora haja poucos detalhes sobre as medidas propostas, as ações subiram em geral, com gigantes da tecnologia e incorporadoras liderando os ganhos.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,06%, a 32.682 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 4,10%, a 19.434 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 2,13%, a 3.231 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 2,89%, a 3.915 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,30%, a 2.636 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,97%, a 17.198 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,64%, a 3.286 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,46%, a 7.339 pontos.

*Com informações da Reuters.

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Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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