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Possível fusão de ativos da 3R e PetroReconcavo faz ações dispararem

XP e BTG Pactual emitiram relatórios com recomendação de compra para os papéis das petroleiras juniores logo após fato relevante da 3R ser divulgado na noite de quarta-feira.

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A proposta de cisão dos ativos onshore (em terra) da 3R Petroleum (RRRP3) e PetroReconcavo(RECV3) foi bem recebida pelo mercado, com as ações de ambas as companhias disparando em bolsa no pregão de quinta-feira (18). Os papéis da 3R chegaram a subir mais de 14% e os da Petro acima dos 16% na cotação intradia, sendo os destaques do Ibovespa.

XP e BTG Pactual emitiram relatórios com recomendação de compra para os papéis das petroleiras juniores logo após o fato relevante da 3R ser divulgado na noite de quarta-feira (17). Nele, a companhia informava  a aquisição de 5% do seu capital pela sueca Maha Energy além da proposta de “carve out” com proposta de combinação dos ativos onshore da 3R com os da PetroReconcavo a fim de aumento de valor para os acionistas de ambas.

Plataformas de petróleo. REUTERS/Agustin Marcarian/File Photo

Na avaliação de Pedro Soares, Thiago Duarte e Henrique Pérez, do BTG, apesar do acordo ser de certa forma esperado,  as empresas podem se beneficiar materialmente com a fusão.

Isso porque haverá um forte ajuste entre as empresas, com 3R reduzindo significativamente sua alavancagem (R$ 1,4 bi) e trazendo confiança de que não será preciso fazer um aumento de capital. A PetroRecôncavo, por sua vez, eliminaria um grande gargalo operacional no Rio Grande do Norte – estado onde a sua produção estava sendo limitada devido à falta de melhores condições de acesso aos principais ativos intermediários detidos pela 3R. 

De certa forma, isso resultaria em redução de custos em logística, custo de dívidas reduzidos, melhor capacidade de negociação com fornecedores, otimização na utilização de plataformas além de melhores preços. Em resumo: uma transação em que todos os envolvidos saem ganhando. 

A XP faz coro adicionando um detalhe que agrada investidores e que já foi sentido no pregão desta quinta: uma reavaliação dos papéis (até 29%), que até antes da proposta ser divulgada, estavam sendo negociados com um desconto significativo em relação ao setor: cerca de 45%  abaixo de suas máximas históricas.

“Após uma série de suposições, chegamos a um potencial de alta de aproximadamente 29% para a RRRP3 e de 18% para os acionistas da RECV. Temos sido otimistas com relação à consolidação das júnior de óleo e gás e, em um momento em que ambas as ações estão subvalorizadas”.

No entanto, a equipe de research destaca que esses ganhos teóricos para as ações estão sujeitos a suposições. 

O BTG, por sua vez, acredita que se as sinergias totais atingiram US$ 1 bilhão (como mencionado na carta entregue por Maha aos conselhos de administração) as ações RRRP e RECV podem subir 44% e 34%, respectivamente.

Mas em um cenário em que o negócio proposto não vá adiante, os analistas André Vidal e Helena Kelm, da XP, reiteram que foi lançada uma luz sobre o grande potencial e as oportunidades do ativo, o que deve ajudar ambas as teses de investimento.

REUTERS/Nick Oxford

Potencial combinado

O racional para a transação, segundo a Maha Energy é que, unir os campos onshore (em terra) que são vizinhos na Bahia e Rio Grande do Norte e detidos pelas companhias geraria US$ 1,1 bilhão em sinergias operacionais entre os ativos. Antigamente, estes ativos já operavam juntos enquanto eram de propriedade da Petrobras.

Segundo a XP, as participações offshore (no mar) da 3R, especificamente os clusters Papa Terra e Peroá, permanecerão dentro da estrutura corporativa da 3R, gerenciadas pela equipe existente da empresa, e manterão sua listagem na B3.

A Maha, petroleira listada na bolsa de Estocolmo já era dona de 15% da subsidiária da 3R que detém os campos offshore. A companhia sueca destacou a recente tendência de fusões no setor de petróleo e gás, ressaltando a importância fundamental da escala para alcançar a eficiência operacional. 

Mas para além deste último ponto, o BTG faz uma consideração importante em sua análise caso o negócio seja concretizado: o benefício fiscal da Sudene, que aponta para a isenção de imposto para projetos de instalação, modernização, ampliação ou diversificação de empreendimentos no Nordeste – área de atuação das companhias. E isso reduziria os impostos em 75%, o que elevaria os múltiplos da combinação dos ativos.

O negócio proposto tem potencial de criar uma empresa com 600 milhões de barris de reserva, uma capitalização de mercado de R$ 12 bilhões, produção de 70 mil barris diários (podendo subir para 100 mil), além de uma operação verticalizada. 

A petroleira sueca tem a expectativa de que a 3R envie a oferta para a PetroRecôncavo até 28 de fevereiro e que o acordo para a fusão de ativos seja concluído ao longo do segundo trimestre.

Como ficam os acionistas das companhias?

Em carta, a Maha apontou que o acionista da 3R ganharia uma ação da PetroRecôncavo para cada ação que tem hoje, e ainda continuaria acionista da 3R. Isso porque caso a PetroReconcavo incorpore os ativos onshore da 3R, estes seriam avaliados pelo mesmo valor da 3R em bolsa.

Segundo o analista da Quantezed, Leonardo Piovesan, o conselho das duas companhias precisa dar uma resposta e, em última instância, os acionistas também precisam aprovar.

“O que pode barrar isso pode ter a ver com o preço dessa fusão, o preço que cada operação da companhia está sendo avaliado”.

Para Piovesan, a Petrorecôncavo está, nos termos da carta da petroleira sueca, comprando ativos a um múltiplo menor que o dela e a 3R avaliando esses ativos por um múltiplo maior em relação a negociação atual.

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