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Mercado vê como positiva compra de ativos da Arauco pela Klabin por R$ 6 bi

Fabricante de papel e celulose adquiriu ativos florestais da chilena por R$ 6 bi, um dos maiores negócios do ano.

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AKlabin(KLBN11) movimentou o noticiário corporativo desta quinta-feira (21), ao anunciar um dos maiores negócios do ano. A empresa vai desembolsar US$ 1,160 bilhão (ou R$ 5,8 bilhões) para a compra da operação florestal que pertencia à chilena Arauco, no Paraná. Analistas avaliam o negócio como positivo para a produtora de papel e celulose, ainda que, a princípio, pressione seu endividamento.

Por volta de 13h, as units da Klabin negociavam na bolsa brasileira em alta de 1,41%, a R$ 21,47.

Os ativos adquiridos foram o “Projeto Caetê”, o que inclui a compra de 150 mil hectares de área total no estado paranaense, sendo 85 mil hectares de área produtiva e 31,5 milhões de toneladas de madeira em pé, além de máquinas e equipamentos. 

Crédito: Pixabay

O negócio estipula a aquisição direta de 100% dos empreendimentos florestais Santa Cruz e 49% da Vale do Corisco. Com essa aquisição, a Klabin conclui a expansão de terras no Paraná para o abastecimento do “Projeto Puma II”, gerando sinergias operacionais. 

A transação também é estratégica para o grupo chileno Arauco, que planeja investir R$ 15 bilhões em uma fábrica de celulose de eucalipto em Mato Grosso do Sul nesta década.

O que diz o mercado

A avaliação de especialistas é de que a compra gera valor para a Klabin. Até porque a antecipação de despesas de capital (Capex) previstas para os próximos seis meses, estimadas entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões por ano entre 2025 e 2028, permite um ganho operacional de colheita e transporte, melhorando o custo total da companhia. 

“A Klabin antecipa o atingimento da meta de autossuficiência em madeira e, como consequência, diminui os investimentos futuros estimados”.

Rafael Passos, analista da Ajax Asset, em comentário .

Com a aquisição, a Klabin reduz em R$ 4 bilhões o investimento futuro em madeira em pé e terras. Do montante total previsto, R$ 3 bilhões correspondem à aquisição da madeira e R$ 2,8 bilhões à compra das terras.

Na visão do BTG Pactual, ainda que o negócio aumente o endividamento da Klabin em 2024, podendo gerar uma reação inicial negativa, o negócio será positivo no futuro. Segundo o banco, a lógica da compra da operação da Arauco é realizar “um desembolso inicial para ter uma série de ‘poupanças’ anuais’”. Por isso, a transação “parece sensata”. 

Menos investimentos, mais pressão

A previsão é de que o desembolso seja feito no segundo trimestre do próximo ano. Por isso, a Genial Investimentos pondera, em relatório, que “um Capex maior pode danificar ainda mais a geração de caixa”, pressionando as units da empresa negociadas na B3.

Ainda assim, o Capex planejado para 2024 caiu para R$ 3,3 bilhões, de R$ 4,5 bilhões anteriormente estimado. Da mesma forma, o montante previsto para 2025 caiu a R$ 3,1 bilhões e, depois, a R$ 2,7 bilhões em 2026. 

Apenas em 2027, os recursos da Klabin destinados à aquisição e manutenção de ativos físicos deve voltar a subir, indo a R$ 2,8 bilhões, para depois caírem novamente em 2028, somando R$ 2,5 bilhões. 

Em relatório recente, o JPMorgan alertou para a pressão no caixa derivada dos custos e investimentos relacionados ao crescimento orgânico, o que deveria continuar pesando no sentimento dos investidores. Para o banco, os investimentos no Puma II e os preços da celulose estão entre os principais riscos para a Klabin, em meio à valorização do real. 

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